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quarta-feira, 11 de março de 2009

Pesquisa revela que André Cintra toma cerca de dois banhos ao dia

As pessoas que acham que André Cintra é um porco de primeira precisam rever seus conceitos urgentemente. Uma pesquisa realizada entre os dias primeiro de fevereiro e onze de março de 2008 revela que André não só toma banho todos os dias, como tem média superior a dois banhos por dia.

"Eu tomo mesmo dois banhos por dia", diz André, satisfeito com o resultado, "porque eu fico cansado, me sinto nojento, e nada como vários banhos para melhorar a situação".

Esta situação é novidade para quem acompanha a vida do jovem palmeirense. Quando criança, era preciso um forte trabalho de persuasão para levar o menino ao banho. "Eu tinha que oferecer contrapartidas para que ele se limpasse ao menos uma vez a cada dois dias!", diz a mãe em tom divertido.

Mesmo após a infância, o garoto nunca foi fã dos banhos. "Eu tomava um por dia, mas nada muito caprichado", diz. A mudança se deu quando começou a sentir prazer no ato e até a sentir falta dele quando suava. "É uma coisa inexplicável. Lá pelos quinze, dezesseis anos, comecei a tomar banho como quem toma água. E não parei nunca mais!", acrescenta.

Os horários dos banhos são sempre os mesmos: um pela manhã e outro pela noite. De manhã, André se banha após acordar, antes de ir à faculdade. "Esse banho é bom, que me faz acordar e me limpa ao mesmo tempo. Tem função dupla!", diz, enquanto escova os dentes. O segundo é sempre tomado à noite, quando volta do trabalho. "Esse é meu preferido. Já estou acordado e tomo só para tirar sa impurezas da minha pele, mesmo", diz levemente humorado.

A pesquisa ainda revela que a média de duração dos banhos é de quinze minutos, variando de oito a vinte e três. Os de menor tempo são aqueles em que ele não tem paciência para o banho, e os de maior duração são aqueles em que ele se distrai e faz várias coisas repetidamente. "Tem vez em que eu passo xampu várias vezes no cabelo sem saber, porque eu relaxo tanto e me distraio!", revela com sorriso no rosto.

André acha que a média dificilmente mudará nos próximos anos, e que se alguém for contra por motivos ambientais, "que tomem eles menos banhos, porque eu não vou reduzir!".

André Cintra entra em conflito com jornaleira

O mundo realmente não é para os fracos. Na manhã desta quarta-feira, André pretendia comprar três balas em uma banca de jornais na região de Perdizes, cujo valor somado seria de R$0,50. Procurou em sua carteira a menor nota possível e encontrou somente uma de dois reais. "Pensei que não haveria problemas, já que o valor da nota é próximo ao da compra", afirmou André. Ledo engano.

A jornaleira, de nome não divulgado, não concordou e teve um chilique. Assim que viu a nota, se exaltou, dizendo que "eu não vou trocar dinheiro para você, não! Puta que pariu!" e deu um soco forte na mesa de vidro. André, então, pediu que ela olhasse para ele. E assim que ela mirou-lhe raivosamente, disse, indignado: "A senhora pode recusar a venda. Não precisa fazer escândalo. Eu não sou seu psicólogo, não!"

A compra acabou não sendo feita, mas André não passou fome. "Meu estômago reclamou e eu tive que comprar paçoca em uma outra banca", revela exaltado. Com a mesma nota de dois reais, a paçoca foi adquirida e André ainda recebeu o troco de cinquenta centavos. "No fim, foi até melhor. Paçoca é muito melhor que bala", diz o palmeirense de estômago cheio.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

André Cintra respira sem a ajuda de aparelhos

Após passar a tarde trabalhando em São Paulo, André Cintra respira normalmente sem a ajuda de aparelhos.

A informação, logo que chegada, não surpreendeu a todos, que esperavam que André não precisasse de aparelhos para respirar. "Ele respira muito errado, faz um barulhão. Mas nunca chegou ao ponto de precisar de aparelhos", relata Juliana Ursípedes.

André nunca precisou de aparelhos para respirar, e quando pensa em respirar respira esquisito, mas não chega a ficar sem ar. "É que nessas coisas a gente não pode pensar. Tem que respirar e pronto. Assim", diz ele mesmo, respirando exageradamente bem.

André pretende continuar respirando normalmente até o final da noite, quando seu ritmo respiratório diminuirá como acontece com quem dorme.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

André Cintra veste camisa do Palmeiras após derrota

Na manhã desta segunda-feira, muita gente se indignou com a escolha de indumentária de André Cintra, 21. Tratava-se da camisa do Palmeiras verde-limão. E a indignação não se deu por André, um tradicionalista, usar o verde pouco usual, que desonra as cores do time. Foi por vestir o manto após uma derrota.

"Quando vi André com aquele uniforme, não acreditei!", diz o porteiro do prédio do rapaz, "pensei que estivesse vendo coisas, ou acordado no dia errado! Como se usa a camisa do time depois da derrota?! É pedir para passar vergonha!", completa, já exaltado.

André se explica. Segundo ele, camisa de time raramente deve ser usada em vitórias. "Você deve usar principalmente a roupa do seu time quando ele perde. Vestir a camisa só quando ganha é usar o time para se promover! Eu faço o contrário. Cedo a minha pele para meu Palestra quando ele mais precisa de mim!", diz, orgulhoso de ser palmeirense mesmo que o time perca em casa.

André saiu de casa só a passeio. Após uma cirurgia bem sucedida, esta semana está sendo utilizada como treinamento para voltar a ter uma vida comum e saudável.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

André Cintra iguala crentes a comunistas

André Cintra, estudante, revelou em colóquio íntimo que crentes, comunistas, hippies e sociólogos são rigorosamente a mesma coisa, "com a diferença de que os hippies são coloridos".

A revelação se deu depois de um professor ter dito que é comunista. "Senti uma decepção tão grande, e nesse instante percebi que jamais poderei conversar com ele", diz André, visivelmente risonho.

E o espanto em redação ao professor ocorreu também por motivos econômicos. "Minha mãe paga mil reais por mês para que eu tenha aula com um comunista?!", indigna-se. E completa: "Coitadinha!"

André concedeu rápida entrevista explusiva para tratar sobre o assunto. Confira abaixo:

Reportagem: É verdade, então, que crente, comunista, e hippies são a mesma coisa?

André Cintra: É.

Reportagem: Mas por quê?

André Cintra: Isto é fácil de se explicar. Crente, comunista, sociólogos, hippies, essa gente é toda igual. Eles não dizem as coisas que pensam; dizem o que gostariam de pensar, o que gostariam de ser. Quando o crente mete deus - com minúscula, por favor - em tudo, os comunistas colocam o Marx até no sanduíche, os sociólogos enfiam o Webber no cu, e os hippies pintam a roupa de harmonia, eles fazem a mesmíssima coisa.

Reportagem: Entendi. Obrigado pela entrevista, sim?

André Cintra: Beleza, bróder.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

André Cintra registra temperaturas acima de 36º

André Cintra, homem nascido e erradicado em São Paulo, registrou no último domingo temperaturas acima dos 36º, chegando a picos de 38º na dobra do joelho e 42º no estômago.

"Ele estava bege, com o coração batendo umas setenta vezes por minuto", afirma a mãe, que com ele passou parte do dia. "Se ele não passasse desodorante depois do banho, certamente iria feder!", diz.

As temperaturas do corpo inteiro e da axila foram medidas por um termômetro, e a do estômago foi presumida. "Deixei o termômetro três minutos na minha axila e mais três na dobrinha do joelho", afirma André, que mesmo com essa temperatura conseguiu se medir.

Desde então, as temperaturas foram as mesmas, e os médicos não chegaram a se preocupar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

André engorda dois quilos e já passa dos 90

Confirmando a tendência que se anunciava pelo aumento na barriga, André Cintra engordou dois quilos desde a última pesagem confiável, ocorrida em junho, antes de terminarem as aulas. Dos 89kg, André passou para 91.

"Creio que esta não é uma mudança muito significativa, se olharmos para uma pessoa como um todo. A proeza é que engordei dois quilos em somente dois meses", orgulha-se André ao sair da balança confiável.

A balança confiável fica no bairro de Perdizes, e André não se pesava por lá havia dois meses devido à grande distância que os separava. "Eu nunca mais me pesei nela porque fica perto da faculdade. Eu não iria até a faculdade só para me pesar numa balança em especial", afirma.

André ainda destaca o por quê de ser esta a balança confiável e não outra. "Eu confio nessa balança porque é nela que sempre me peso. Poderia ser qualquer outra, desde que me pesasse nela com certa constância."

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pesquisa revela que André Cintra é chamado mais de 30 vezes por dia em seu trabalho

Em pesquisa realizada entre os dias 21 e 30 de julho, foi constatado que o estagiário André Cintra, 21, é chamado, em média, 32 vezes por dia. Sua chefe lidera o ranking, com 31 pedidos diários.

André mesmo fez o levantamento, marcando com um tracinho a cada vez em que era chamado. "Fiz tantos tracinhos, que receei que a tinta da caneta acabasse", garante o jovem. De fato, é possível notar que nos primeiros dias, as anotações estão mais fortes do que nos últimos dias, quando é possível notar uma maior pressão na caneta.

Ele diz não se importar com o grande número de chamados - 4 vezes por hora - já que é sinal de que está trabalhando. "É melhor ser chamado e ter um salário do que não ser chamado e não ter um salário!", diz em muito bom humor.

Após o dia 31, esse número de chamadas deve diminuir, já que os outros estagiários voltarão ao serviço e André trabalhará menos horas - cerca de seis diárias.

André Cintra não toma mais Coca-Cola nos dias de semana

Desde segunda-feira passada, dia 21, o paulista André Cintra não toma mais Coca-Cola de segunda a sexta-feira. Ele tomou esta atitude em acordo com a namorada e noiva, Juliana, para reduzir os danos que a bebida lhe causa no estômago.

"Resolvemos fazer assim quando em um sábado, após tomar três latas deliciosas, meu estômago reclamou veementemente", revela. Apesar do esforço inicial, não tem sido difícil para seguir a risca a abstinência, o que não surpreende, já que chegou a ficar um ano - entre os anos de 2006 e 2007 - sem tomar o refrigerante devido a uma promessa, além de sentir as mudanças em seu próprio corpo.

"Agora eu me alimento melhor, saboreio mais os alimentos e não fico naquela ânsia de tomar Coca que eu sempre ficava antes do almoço e da janta", diz. Outras melhorias foram sentidas até no sono, "porque agora estou com menos cafeína no sangue, por isso consigo dormir com maior facilidade. E acredite: Meu sono está até mais profundo!"

Se antes André tomava uma lata do refrigerante no almoço, e três copos na janta, calcula-se que até agora ele deixou de tomar um litro do refrigerante por dia. Na noite desta quarta-feira, André deixará de ter tomado oito litros. Ele ainda recomenda: "Faça como eu, troque sua Coca por um suquinho. É mais gostoso e faz bem!"



Em 2006, André não tomou Coca por conta de promessa

A ausência de Coca-Cola nas refeições de André não é novidade. Em 2006, ele ficou um ano sem tomar o refrigerante por conta de uma promessa. O motivo ele não revela, mas garante que era questão de vida ou morte.

"Precisava muito dessa coisa, e peguei pesado. Deus não me ia negar a troca. Um ano sem Coca Cola era o maior sacrifício que eu poderia fazer sem morrer, é claro", diz, ressabiado de que estivessem descobrindo seu segredo.

Ele garante que cumpriu a promessa a risca. "Tinha muito medo. Se via uma Coca pela frente, arrepiava de nojo!"

terça-feira, 29 de julho de 2008

André Cintra trabalha dobrado

Desde do dia 16 deste mês, André Cintra tem trabalhado dobrado. Ele entra às 11h e sai às 19h, quando ingressa na estação Anhangabaú lotada e volta para casa.

O motivo de tanto trabalho é compensar o pouco trabalho do início do mês. "Não trabalhei nada nos quinze primeiros dias. Zero", revela André, no intervalo entre uma função e outra.

Para compensar a ausência de André, foi outra pessoa que trabalhou a mais nos quinze primeiros dias - agora, ela folga. Assim, o dobro das horas de trabalho são coincidentes ao dobro de funções.

André compensa dias de folga porque é estagiário. Estagiário, além de não ter fundos de garantia, folgas e aviso prévio, não tem férias. Para descansar, é necessário que o estagiário faça uma compensação.

sábado, 12 de janeiro de 2008

André Cintra atravessa a rua sem ser pego

Após atravessar a rua Monte Alegre na última terça-feira olhando somente para um lado, o brasileiro André Cintra admitiu que só conseguiu êxito por saber que a rua é de mão única.

"Sempre passei por aqui e sei que aqui os carros não sobem - só descem. Por isso, olho somente para cima e sei que não vem nenhum carro de baixo", afirmou o estudante e trabalhador.

A tranqüilidade de André contrasta com a irresponsabilidade de motoristas do Brasil, que chegam até a pagar pela carteira de motorista, sem as habilidades requerentes a quem dirige.

"Sei que não é muito recomendável confiar assim na prudência dos outros. Mas já estou na faixa, a rua é de mão única... Só se vier um louco, para me atropelar! Mesmo que tenha comprado a carteira, a pessoa tem que estar mais louca que porco espinho arrepiado!", disse.

Além da prudência que lhe é natural, André apela também para os instintos auditivos para não ser pego de surpresa. "Sempre fico com os ouvidos bem ouriçados! Porque carro nunca é silencioso. Posso atravessar tranqüilamente a rua de olhos fechados se não ouvir nenhum barulhinho."

Hoje, André atravessa a rua tranqüilamente, mas nem sempre foi assim. Quando tinha dez anos, um carro quebrou o espelho retrovisor lateral em sua bacia.

"Eu estava esperando para atravessar, e tinha muita pressa - porque além de Coca, tinha bife à milanesa. Aí estava quase no meio da rua. A moça ia virar e bateu o espelho com tudo em mim, na bacia", revela.

André leva nesta terça-feira sua rotina tranqüilamente, e pelo que estima, pretende atravessar 27 ruas, embora não as conte conscientemente.

André Cintra corta o cabelo

Quem pensava que André Cintra fosse manter o cabelo da altura que estava, muito se enganou. Na tarde deste sábado, André cortou o cabelo no salão de beleza Les Amis, zona sul de São Paulo, e agora espera não mais ser comparado a um leão.

"Fui muito comparado a leões nos últimos dias, creio que por causa do cabelo", revela. "Isto não chega a me incomodar. Gosto muito de leões, seria até uma forma de homenageá-los".

Mas quem não gosta de leões é a namorada do estudante de jornalismo. "Aquilo estava muito feio, precisando de uma hidratação! Cortar era a melhor solução, para começar um novo corte, do zero.", diz Juliana, a namorada. "Se ele cuidasse, tudo bem. Como não cuida, tem que passar a tesoura!"

O corte escolhido foi o tradicional, e não houve incidentes. Assim, André espera cortar o cabelo novamente somente daqui a noventa dias, quando seus cabelos estiverem com comprimento aproximado ao que estava hoje pela manhã, antes do corte.

Tudo durou certa de vinte minutos e custou vinte reais aos cofres de André, aproximadamente 5% de seu orçamento mensal.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

André Cintra perde seu guarda-chuva em lanchonete movimentada

Não foi desta vez que o guarda-chuva preferido de André Cintra foi perdido. Por pouco.

Na tarde desta quinta-feira, ao almoçar um sanduíche de pernil com Coca-Cola em uma movimentada lanchonete da zona central de São Paulo, André Cintra esqueceu seu quarda-chuva enorme no balcão, para reencontrá-lo cerca de vinte e cinco minutos mais tarde, sem danos.

"Eu estava com a pasta do Umaisum e conversava animadamente com meu irmão", diz André. "Além disso, me preocupava em pegar meu Vale-Refeição dentro da minha carteirazinha!".

O guarda-chuva permaneceu na lanchonete enquanto André mostrava as redondezas do Centro para seu irmão e o levava até o metrô. "Nem senti falta! Andava tranqüilamente. Porque guarda-chuva é grande e incomoda de andar. Essas coisas, a gente não percebe quando perde, porque é assim com incômodos: - A gente só os vê quando chegam. Incômodos saem à francesa", revela.

E foi fazendo o caminho de volta do metrô, rumo ao trabalho, que percebeu que estava sem o guarda-chuva. "Eu vi um moço vendendo guarda-chuva. Pensei: ainda bem que tenho o meu, que esse aí tá muito caro! Mas cadê o meu?!" Estava na lanchonete.

Então André foi à lanchonete, onde encontrou seu guarda-chuva com relativa confusão. "Primeiro perguntei para um garçon que estava lá sem fazer nada. Ele procurou junto comigo e não achou nada. O servente também não sabia de nada!", informa André. "Mas aí um freguês que estava almoçando disse que tinham guardado nos fundos. Aí sim encontrei."

André tinha outro guarda-chuva, mas foi jogado fora pela mãe pelo péssimo estado de convervação.