Tem sido muito frutífera, a minha experiência com o Twitter.
Talvez a minha implicância anterior fosse somente preconceito, mesmo. É uma delícia ter limite de cento e poucos toques para passar uma ideia. Talvez seja por isso que a maioria das pessoas só dizem amenidades. O problema talvez seja somente o teor dessas amenidades.
Veja só. As notícias sobre si são todas positivas. "Estou tomando banho". "Estou vendo LOST" (para quem escreve isso, ver LOST é uma coisa positiva). Eu quero ver é quem diga coisas feias sobre si mesmo. "Estou com vontade de fazer cocô desde às 18". "Esqueci de passar desodorante". "Paquerei uma freira".
Pena que meus posts jamais terão este teor. Primeiro porque não falo sobre cocô com estranhos. Depois, que eu não esqueço de passar desodorante. E ainda, que não falo sobre minha vida pessoal no Twitter, lembra? Foi um grande equívoco prometer isso. Estou morrendo de vontade de dizer algumas coisas pessoais, mas prometido é prometido.
A grande estratégia do momento é começar a provocar o Marcelo Camelo pelo Twitter. Não que eu tenha alguma coisa contra este sujeito. Pelo contrário! Acho que algumas músicas dele são muito bonitas. E também é admirável que um sujeito não tenha vergonha de namorar uma pessoa quinze anos mais nova. Eu teria.
Então os próximos posts no Twitter serão no afã de provocá-lo. Há quem pense que só tenho a perder me indispondo contra este grande sujeito inteligente e cheio de fãs. Além do mais, ouvi dizer que ele poderia se sentir profundamente magoado com meus ataques gratuitos. Mas minha estratégia tem a ver somente com a fama dele. Eu quero utilizar a notoriedade deste homem em meu favor. Espero que dê certo, senão o que eu vou ganhar serão somente scraps anônimos contra meu estilo de vida aproveitador - a que responderei assim: "Me xingue, mas não deixe de ler o blog. Ele é ótimo."
Por fim, quero dizer que não mais direi neste blog qual é o endereço do meu Twitter. A intenção, ao criá-lo, foi a de trazer leitores para cá. Por isso não faria sentido usar o blog para levar leitores para lá. Se a curiosidade for grande, dê um jeito de descobrir. No seu lugar, eu tentaria www.twitter.com/andreursipedes.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Se alguém me perguntasse há menos de vinte e quatro horas, o que eu acho do Twitter, a resposta provavelmente seria repleta de palavrões e outras palavras mal educadas. Falaria deste site com a raiva de quem fala de algo que não gosta e não pretende gostar nunca.
Sejamos sinceros: Como é bom detestar. É detestando que se cria os assuntos. Eu seria praticamente mudo, caso não detestasse. Falo até com mais entusiasmo do que não gosto do que daquilo que gosto. Detestar é melhor do que gostar.
E assim era com o Twitter. Sempre falei mal, porque só ouvia falar de gente que publicava coisas pessoalíssimas da vida. "Fui fazer cocô", era um post. "Não foi só cocô, também fiz um xixizinho", vinha no post seguinte. Daí pensei que isso também acontece com os blogs. A maioria deles são horríveis e falam da vida pessoal de quem redige. Mas há outros que salvam todo o resto, como este.
Minha ressalva agora é somente com o tamanho mínimo dos posts. Mas esta pode ser uma coisa boa. Tem vezes em que aqui no blog desejo publicar coisas pequenas, mas vem um receio, porque esteticamente não é aceitável. O blog, para mim, exije textos um pouco maiores. Então às vezes encho linguiça para formar um post em torno de uma ideia.
Veja, porém, que encher linguiça não é uma coisa necessariamente ruim. Há quem encha linguiça com filé mignon, como há quem encha com carne de quinta. É claro que encho com filé mignon. Mas às vezes não tem filet. Ou então dá preguiça, mesmo.
No meu twitter, o www.twitter.com/andreursipedes, provavelmente não falarei da minha vida pessoal. Se por um acaso escapar alguma coisa, peço aos meus seguidores que avisem prontamente!
Sejamos sinceros: Como é bom detestar. É detestando que se cria os assuntos. Eu seria praticamente mudo, caso não detestasse. Falo até com mais entusiasmo do que não gosto do que daquilo que gosto. Detestar é melhor do que gostar.
E assim era com o Twitter. Sempre falei mal, porque só ouvia falar de gente que publicava coisas pessoalíssimas da vida. "Fui fazer cocô", era um post. "Não foi só cocô, também fiz um xixizinho", vinha no post seguinte. Daí pensei que isso também acontece com os blogs. A maioria deles são horríveis e falam da vida pessoal de quem redige. Mas há outros que salvam todo o resto, como este.
Minha ressalva agora é somente com o tamanho mínimo dos posts. Mas esta pode ser uma coisa boa. Tem vezes em que aqui no blog desejo publicar coisas pequenas, mas vem um receio, porque esteticamente não é aceitável. O blog, para mim, exije textos um pouco maiores. Então às vezes encho linguiça para formar um post em torno de uma ideia.
Veja, porém, que encher linguiça não é uma coisa necessariamente ruim. Há quem encha linguiça com filé mignon, como há quem encha com carne de quinta. É claro que encho com filé mignon. Mas às vezes não tem filet. Ou então dá preguiça, mesmo.
No meu twitter, o www.twitter.com/andreursipedes, provavelmente não falarei da minha vida pessoal. Se por um acaso escapar alguma coisa, peço aos meus seguidores que avisem prontamente!
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