- Ora, seu gordo!
O homem de um metro e noventa e oito disse para o menino que segurava uma bola colorida e suava. A camisa do menino, de tão enxarcada, parecia que ela mesma suava, não o menino. O menino soube que o homenzarrão se dirigia a ele, mas ele queria, muito, brincar com a bola que acabara de ganhar, e apenas fungou com o nariz, duas vezes.
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Ofensas de um grande homem #3
- Sua virgem!
Com um metro e noventa e oito, o imenso homem dirigiu suas palavras à freira transmitindo a idéia de que cada centímetro de sua altura corresponde a uma trepada. Claro que a freira era muito pequenininha. Uma anã sem deformações. É pequena para um pingüim; tinha dificuldades de subir degraus normais; pulava para sair da rua em direção à sarjeta; se punha de ponta dos pés para enxergar uma maquete em sua totalidade; enfim, era uma freira muito, muito pequena. Não vou falar da ausência de beleza, pois era tão pequena, tão ínfima, que sua feiúra passava desapercebida, demonstrando que um defeito encobre o outro.
Mas ela riu com a ponta dos lábios e pediu licença ao imenso homem, porque precisava passar.
Com um metro e noventa e oito, o imenso homem dirigiu suas palavras à freira transmitindo a idéia de que cada centímetro de sua altura corresponde a uma trepada. Claro que a freira era muito pequenininha. Uma anã sem deformações. É pequena para um pingüim; tinha dificuldades de subir degraus normais; pulava para sair da rua em direção à sarjeta; se punha de ponta dos pés para enxergar uma maquete em sua totalidade; enfim, era uma freira muito, muito pequena. Não vou falar da ausência de beleza, pois era tão pequena, tão ínfima, que sua feiúra passava desapercebida, demonstrando que um defeito encobre o outro.
Mas ela riu com a ponta dos lábios e pediu licença ao imenso homem, porque precisava passar.
Seção:
Ofensas
Ofensas de um grande homem #2
- Cachorro velho!
Com doze quilos além de seu peso ideal de doze quilos, mirou aquele gigante homem de um metro e noventa e oito, sem ouvi-lo. Depois mirou o pão de queijo que ele segurava em uma das mãos. O cãozinho pára para pensar se olhou primeiro o pão de queijo ou o homem. Ele pensa que não é por que está com catorze anos, que todos vão lhe oferecer pão de queijo de mão beijada, que tem que ficar sempre esperto. O homem não resiste e lhe oferece o pão de queijo inteiro. O cachorro engole o pão de queijo e se vira para deitar. Deitado, percebe que ficou primeiro impressionado com a altura do homem para depois reparar no delicioso pão de queijo. Pensa:
- Estou ficando velho!
Com doze quilos além de seu peso ideal de doze quilos, mirou aquele gigante homem de um metro e noventa e oito, sem ouvi-lo. Depois mirou o pão de queijo que ele segurava em uma das mãos. O cãozinho pára para pensar se olhou primeiro o pão de queijo ou o homem. Ele pensa que não é por que está com catorze anos, que todos vão lhe oferecer pão de queijo de mão beijada, que tem que ficar sempre esperto. O homem não resiste e lhe oferece o pão de queijo inteiro. O cachorro engole o pão de queijo e se vira para deitar. Deitado, percebe que ficou primeiro impressionado com a altura do homem para depois reparar no delicioso pão de queijo. Pensa:
- Estou ficando velho!
Seção:
Ofensas
Ofensas de um grande homem #1
- Você tem mãos de lagosta!
De cima para baixo, disse o homem de um metro e noventa e oito para a menina que estava sentada ao chão brincando com seus brinquedos. Ela não fez nada. Apenas olhou para o alto, distraída e mexeu também distraidamente suas mãos de lagostas.
Isto não foi uma ofensa.
De cima para baixo, disse o homem de um metro e noventa e oito para a menina que estava sentada ao chão brincando com seus brinquedos. Ela não fez nada. Apenas olhou para o alto, distraída e mexeu também distraidamente suas mãos de lagostas.
Isto não foi uma ofensa.
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Ofensas
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